Querido amigo,
Não sei como nos conhecemos, só lembro de ficar sentada rindo do que você falava. De uma forma ou de outra, sempre analisávamos as pessoas que passavam, suas roupas e tipo.
Entrei na sua casa, na sua vida, conheci alguns de sues segredos, da mesma forma entraste na minha casa e na minha vida e quem sabe soubeste de alguns dos meus segredos também.
Engraçado que não lembro de você na praia, acho que sempre fizeste a linha dark, mesmo não existindo esta denominação naquela época.
Sempre com a pele alva, olhos azuis, poderia ser comparado a Bela Adormecida, só faltava as 7 anãs.
Você fotografava tudo e todos que passavam pela rua, para depois analisar e estudar o que acontecia na cidade.
Sempre apreciador das artes, imaginei que fosse ser uma artista, mas optou por uma profissão linear.
Você foi um amigo completamente fora de todos os outros que conheci, em sua casa falava-se francês, árabe e hebraico, salada que no Brasil é possível.
Mesmo estando na mesma rua, nossa escola, religião, raça, educação, tudo conspirava para que não nos aproximássemos, mas como em um passe de mágica aconteceu e ficamos juntos por um pequeno tempo, não sei se foi um mês, um ano, mas um longo tempo espiritual.
Gostaria de saber o que aconteceu, onde erramos ou por que nunca mais nos falamos, o que nos fez com que nossas vidas nos separasse tão violentamente.
Passamos um pelo outro como se nunca tivéssemos nos visto ou nos falados, somos dois estranhos na mesma rua.
Com o passar dos anos é difícil, impossível de resgatar uma amizade, mas é possível construir uma nova.
Estamos de volta ao lar da nossa infância, mas nossos caminhos estão tão separados, parece que tem um oceano no meio.
Seu olhar quando nos encontramos foi de vontade de dizer OI, mas você fugiu como um medo assustador.
Acho que enquanto estávamos em lados oposto da rua não era um risco, mas ao nos encontramos em um lugar fechado você se assustou e fugiu.
O que pode trazer de tão assutador esse encontro?
Espero que logo voltemos a falar e ver que não há nenhum monstro entre nós e não ficará ferida.
A vida é muito curta, mesmo que cheguemos aos 100 anos, devemos aproveitar ao máximo todos os momentos que nos são dados, não para resgatar algo que está no passado, mas para aproveitar o dia de hoje e o futuro de muitas alegrias.
Não sei como nos conhecemos, só lembro de ficar sentada rindo do que você falava. De uma forma ou de outra, sempre analisávamos as pessoas que passavam, suas roupas e tipo.
Entrei na sua casa, na sua vida, conheci alguns de sues segredos, da mesma forma entraste na minha casa e na minha vida e quem sabe soubeste de alguns dos meus segredos também.
Engraçado que não lembro de você na praia, acho que sempre fizeste a linha dark, mesmo não existindo esta denominação naquela época.
Sempre com a pele alva, olhos azuis, poderia ser comparado a Bela Adormecida, só faltava as 7 anãs.
Você fotografava tudo e todos que passavam pela rua, para depois analisar e estudar o que acontecia na cidade.
Sempre apreciador das artes, imaginei que fosse ser uma artista, mas optou por uma profissão linear.
Você foi um amigo completamente fora de todos os outros que conheci, em sua casa falava-se francês, árabe e hebraico, salada que no Brasil é possível.
Mesmo estando na mesma rua, nossa escola, religião, raça, educação, tudo conspirava para que não nos aproximássemos, mas como em um passe de mágica aconteceu e ficamos juntos por um pequeno tempo, não sei se foi um mês, um ano, mas um longo tempo espiritual.
Gostaria de saber o que aconteceu, onde erramos ou por que nunca mais nos falamos, o que nos fez com que nossas vidas nos separasse tão violentamente.
Passamos um pelo outro como se nunca tivéssemos nos visto ou nos falados, somos dois estranhos na mesma rua.
Com o passar dos anos é difícil, impossível de resgatar uma amizade, mas é possível construir uma nova.
Estamos de volta ao lar da nossa infância, mas nossos caminhos estão tão separados, parece que tem um oceano no meio.
Seu olhar quando nos encontramos foi de vontade de dizer OI, mas você fugiu como um medo assustador.
Acho que enquanto estávamos em lados oposto da rua não era um risco, mas ao nos encontramos em um lugar fechado você se assustou e fugiu.
O que pode trazer de tão assutador esse encontro?
Espero que logo voltemos a falar e ver que não há nenhum monstro entre nós e não ficará ferida.
A vida é muito curta, mesmo que cheguemos aos 100 anos, devemos aproveitar ao máximo todos os momentos que nos são dados, não para resgatar algo que está no passado, mas para aproveitar o dia de hoje e o futuro de muitas alegrias.
